sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Casarões

Mais uma imagem do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Desta vez, vemos a Avenida Governador Lacerda de Aguiar nos anos sessenta. Destacam-se os postes dividindo a avenida ao meio e os casarões. Alguns imóveis, como a casa de verde de madeira, localizada na área da família Vivácqua, e a "Villa Lucinia", construção de 1936, continuam de pé. Outros, no entanto, foram para o chão. A primeira casa à direita, onde chegou a funcionar a "Casa do Artesão", foi demolida recentemente. 


Marataízes não dispõe de legislação própria para o tombamento de bens móveis e imóveis. Os poucos imóveis tombados no município passaram pelo processo via Conselho Estadual de Cultura. Defasado, o Plano Diretor Municipal - PDM, datado de 2007, indica edificações consideradas de interesse para tombamento. Algumas delas estão localizadas na Avenida Governador Lacerda de Aguiar e outras tantas na região histórica - que, julgamos, poderia se constituir um "sítio histórico" - da Barra do Itapemirim. 

A imagem acima chegou ao nosso conhecimento através da colaboração de Rubens Borges. 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Outro formato

A antiga Praça da Barra, que mais parecia um pequeno "parque. Datada de meados da década de 1970, a fotografia foi registrada das proximidades da Escola José Marcelino.


Imagem do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dica de Rubens Borges.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Paz


Centro de Marataízes, anos quarenta do último século.

Uma paz que só.

Registro compartilhado por Marisa Gonçalves Mignone Paixão. 

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Tão distante...

Anos 2000 e o Trapiche ainda conservava parte da fachada frontal. Se uma restauração talvez não seja viável tecnicamente, o imóvel ainda aguarda uma solução que preserve minimamente suas características arquitetônicas, além de conferir destaque à sua importância histórica para nosso município.


Foto publicada no site Morro do Moreno.


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Gabiões

Imagem do início dos anos 2000 mostra os alguns dos gabiões instalados com o objetivo de reverter os efeitos do avanço da maré na Praia Central.


Como é sabido, a solução para o problema veio apenas a partir da construção do píer, entre 2007 e 2008, e com o enrocamento e "engordamento" da praia nos anos seguintes.

Foto: Webfind.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Vai ficar bom. Vai ficar saudade


Falamos aqui sobre como é difícil lidar com a perda dos "lugares de memória" ao tratar do desmanche da antiga lanchonete Mickey. Também já retratamos a famosa "Curva da Barra" antes de ser modificada para dar lugar à rotatória. Hoje é dia de mostrar a Praça da Barra em um dos últimos registros, feitos na semana passada, antes do início da reforma que dará a ela outras características.

Entendemos que as coisas mudam. Nada é para sempre e, definitivamente, não podemos viver aprisionados ao passado. As memórias, as relações afetivas com os espaços, contudo, precisam ser compreendidas e respeitadas. Aí mora um problema.

Há muito a população e comerciantes do local reclamavam pela reforma. É necessária. No entanto, as intervenções nos espaços públicos, via de regra, não são tratadas devidamente com o... público. Assim, ignoram-se pontos importantes e sepultam coleções de memórias. Tudo bem, alguns podem argumentar, nascerão outras. Certamente. Mas e as primeiras ainda vivas?

O chão será revestido com outros materiais e não mais as pedras portuguesas. Algumas árvores com décadas de existência foram arrancadas para que outras preencham a praça. Até mesmo o ar bucólico e histórico do lugar será substituído por um ambiente mais moderno, iluminado, com novos equipamentos que, não nos restam dúvidas, darão a Marataízes um espaço para o exercício do lazer e da sociabilidade importantíssimo. Afinal, como somos carentes desses espaços...

Nada disso parece resolver o problema das memórias, as primeiras, ainda vivas. Precisamos falar sobre isso. Pensar sobre isso. Agir sobre isso. Um local para abrigar as memórias, talvez, ajudaria bastante. Aliás, temos esses locais. Fisicamente.

Vai ficar bom, sim, mas vai ficar também a saudade.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Paz no mundo, mas aqui foi "guerra"

Um dos maiores festivais de música do mundo, o "Rock in Rio" chega à sua sétima edição em solo brasileiro. Artistas de vários países e estilos (afinal, há muito o festival assumiu a bandeira do "ecletismo") se apresentam na "Cidade do Rock", no Rio de Janeiro, a partir da próxima sexta-feira, dia 15.

Voltamos a uma cena que liga Marataízes ao festival e que permanece viva na memória de muitos. Em 2001, após um hiato de uma década, o "Rock in Rio" voltava a acontecer. No dia 14 de janeiro, um domingo, se apresentariam no "Palco Mundo" artistas do quilate de Ira! e Ultraje a Rigor, Oasis, Guns n' Roses (uma das atrações mais aguardadas daquela edição) e... Carlinhos Brown, um dos grandes expoentes da música popular brasileira contemporânea, mas que não foi muito bem recebido pelo público.

Muito vaiado, Carlinhos discursou para o público. Em vão. Centenas de latinhas e garrafas de água mineral foram arremessadas sobre o palco. O artista tentava, sem sucesso, se desvencilhar dos objetos até que decidiu enfrentar os ataques. Eis que Brown enxerga em meio à multidão uma faixa com uma mensagem bastante apropriada à ocasião.


"Paz no mundo". O recado foi dado por algum espectador de Marataízes. Pronto. Estava feita a "guerra". Comentário geral na cidade em um tempo anterior à popularização da internet. Era nas padarias que o assunto corria. Quem fez a faixa? Duas empresas dessas de plotagem disputavam a proeza. "Fomos nós! Tenho a segunda via do recibo"; "Só eu tenho a máquina que faz essa letra. Comprei em São Paulo". E a contenda durou alguns dias. Até a paz finalmente reinar também aqui.

Assistam também ao vídeo da "chuva" de garrafas sobre Carlinhos Brown e a mensagem de Marataízes para o mundo.